"A liberdade de expressão e informação compreende a faculdade de expressar livremente idéias, pensamentos e opiniões, bem como o direito de comunicar e receber informações verdadeiras sobre fatos, sem impedimentos nem discriminações".(Constituição da República, 1988)
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Consumidor de Resplendor sofre com transtornos causados pela deficiência de sinal de telefonia

Quem utiliza telefone celular em Resplendor percebeu que nos últimos dias uma série de problemas tem surgido com as operadoras que prestam serviços na cidade. Quando não estão fora de serviço é a ligação que não completa ou é falhada. Vez por outra, consumidores reclamam que fazem chamadas, mas que o número chamado não atende porque não recebe a ligação. Problemas técnicos que já deveriam ter sido sanados, dado o tempo que esse serviço já é oferecido.
Além disso, uma brecha na regulamentação da telefonia móvel no país acabou por criar outro problema sério para os consumidores. De acordo com as normas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), apenas 80% da área urbana dos municípios deve ser obrigatoriamente atendida pela rede das operadoras, criando as chamadas zonas de sombra (ou pontos cegos). Enquanto nas capitais o transtorno maior é referente ao congestionamento de linhas, em cidades menores, como é o nosso caso, atendimento é deficiente e a zona rural sequer é atendida pelo serviço.
O Brasil tem atualmente 5.565 municípios, divididos em 27 estados. Nos últimos quatro anos, 16 mil antenas de celular foram instaladas no País. Com isso, o número de linhas saltou para aproximadamente 231 milhões. Hoje, o Brasil tem uma média de 1,2 aparelhos de celular por habitante. Entretanto, muitas cidades, sobretudo as pequenas, ainda têm a cobertura de uma ou, se muito, de duas empresas. Isso obriga aqueles que viajam para os chamados “pontos cegos” a ter mais de um aparelho, com chips de operadoras diferentes.  Nesses casos, o costume das operadoras é compartilhar a mesma antena em vez de instalar uma segunda, o que garantiria a ampliação da área de cobertura para além dos 80% exigidos pela Anatel e a redução das zonas de sombra. Isso porque são cidades de pequeno porte, com reduzido número de possíveis clientes. No nosso caso, por ser uma zona divisória de estados, os usuários, sobretudo vendedores e taxistas, ainda precisam ter chips da mesma operadora de MG e do ES.
Resplendor é uma cidade com um grande número de pessoas que já viveram algum tempo nos Estados Unidos ou na Europa e, consequentemente, acostumados com serviço de telefonia de melhor qualidade. De regresso à Terra Ubérrima, nossos cidadãos logo se queixam da telefonia móvel que, à semelhança do sinal de internet, é de péssima qualidade se comparado com modelos internacionais. O custo é um outro fator de desaprovação. Falta um maior interesse político para se resolver esse problema. Mas, quem resolver ligar para nossos representantes, provavelmente  ouvirá a malfadada gravação de sua operadora: “temporariamente não podemos completar sua ligação...”